Quando se fala em planejamento para ações em PDV, temos duas correntes opostas: aqueles que acreditam que qualquer ação é válida e os outros que prometem que o PDV só funciona dentro de uma ação promocional.
Na verdade, a primeira pergunta que devemos fazer para planejar uma ação em PDV é o quê realmente vai atender ao cliente?
Em alguns momentos, o cliente quer uma ação única e diferenciada, mas espera que na verdade, as vendas tenham crescimento imediato. Ação em PDV vai além. Como tudo dentro da publicidade, precisa estar dentro de um contexto. Ações isoladas baseadas em preço ou produtos “xirincados” (estilo kit: leve 3, pague 2) aumentam o consumo por um determinado período de tempo – habitualmente o da promoção – mas nem sempre são a melhor solução para os clientes que atuam diretamente no varejo (como produtos alimentícios).
Uma ação em PDV tem que primar pelo encantamento. Mesmo que seja uma simples ação de ativação de compra, os promotores tem que ter pleno conhecimento do produto, para poderem indicar seus usos e facilidades. O uniforme tem que ser pertinente ao contexto e sobretudo, o display de exposição tem que ser atrativo. Também é importante o comprometimento destes promotores, por isso eu sempre recomendo que para uma campanha mais longa em PDV os promotores sejam contratados pela empresa e recebam um variável por vendas. Não é um esquema dificil de ser montado.
Claro que como publicitários, esperam de nós soluções criativas, porém, pra quem já atuou dentro de agência, é natural saber que o prazo SEMPRE é curtissimo! E tantas vezes, não é possível a melhor criação. Quantas vezes já ouvi: não vamos deixar o ótimo inviabilizar o bom. Para mim a tradução disso é: a pressa passa e a merda fica.
Aliás, aqui segue um viral do documentário sobre propaganda que será lançado este ano no Brasil, onde vi essa citação sobre a pressa pela primeira vez.
Trator Filmes apresenta: COMERCIAL
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