Acabei de ver a notícia que saiu no Estadão.Com.Br sobre a venda de livros digitais superar a dos livros físicos.
O que eu acho mais interessante é que a tecnologia do Kindle já estava disponível a pelo menos 10 anos para as pessoas. Contudo, só agora, ‘pegou’. E pegando, ajudou a quebrar um hábito de consumo: o dos livros físicos.
Até então, haviam muitas justificativas para não abrirmos mão dos livros: eles iam a qualquer lugar – da cama ao banheiro, o toque do papel ao folhearmos um livro é incomparável e outras argumentações que não se justificavam. Afinal de contas, equipamentos como o Kindle só não conseguiam virar a página e dobrarem-se como papel, porém, todo o resto era possível.
Contudo, a notícia me deixou com uma dúvida: será que o motivo pelo qual as pessoas tem comprado mais livros digitais, não é tão somente, impulso de consumo? Afinal, armazenar livros digitais é muito mais fácil do que livros de verdade, além de não dar cupim.
Conheço gente que baixa milhares de cds e centenas de filmes e não assiste a tudo, simplesmente por acabar esquecendo ou por ter perdido o interesse. Claro que isso é muito mais fácil de acontecer quando não há custo envolvido. Toda vez que há custo, por menor que seja, as pessoas tendem a pensar duas vezes antes de agir.
Tags:e-book, e-readers, Estadão, hábito de consumo, kindle, propaganda
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