Hábito de Consumo

21 jul

Acabei de ver a notícia que saiu no Estadão.Com.Br sobre a venda de livros digitais superar a dos livros físicos.

O que eu acho mais interessante é que a tecnologia do Kindle já estava disponível a pelo menos 10 anos para as pessoas. Contudo, só agora, ‘pegou’. E pegando, ajudou a quebrar um hábito de consumo: o dos livros físicos.

Até então, haviam muitas justificativas para não abrirmos mão dos livros: eles iam a qualquer lugar – da cama ao banheiro, o toque do papel ao folhearmos um livro é incomparável e outras argumentações que não se justificavam. Afinal de contas, equipamentos como o Kindle só não conseguiam virar a página e dobrarem-se como papel, porém, todo o resto era possível.

Contudo, a notícia me deixou com uma dúvida: será que o motivo pelo qual as pessoas tem comprado mais livros digitais, não é tão somente, impulso de consumo? Afinal, armazenar livros digitais é muito mais fácil do que livros de verdade, além de não dar cupim.

Conheço gente que baixa milhares de cds e centenas de filmes e não assiste a tudo, simplesmente por acabar esquecendo ou por ter perdido o interesse.  Claro que isso é muito mais fácil de acontecer quando não há custo envolvido. Toda vez que há custo, por menor que seja, as pessoas tendem a pensar duas vezes antes de agir.

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Marketing de Relacionamento

16 jul

É uma expressão bonita e muito usada por quase todas as empresas: marketing de relacionamento. Mas o que significa exatamente? Ora, segundo Kotler e todos os outros pais do Marketing, MARKETING já é relacionar-se. É quando você cria encantamento para seus clientes, já que a velha máxima de manter clientes ser sempre mais barato do que conquistar novos é sem dúvida, uma verdade.

Contudo, por marketing de relacionamento, compreendem-se as ações que visam fidelizar os clientes, torná-los apaixonados por sua marca ou produto, de tal forma, que nem queiram mais saber da concorrência.

Hoje em dia, com a facilidade de conhecer novos produtos,  os altos padrões de qualidade, o número maior de informações disponíveis para os consumidores e sobretudo, a situação econômica como um todo, esta deve ser considerada a maior ferramenta para uma marca: o relacionamento com seus clientes.

A fidelidade tem muito mais a ver com a experiência que os clientes tem com o seu produto do que com valores, posição de mercado ou padrão de qualidade. Quantas pessoas, por hábito, preferem óleo composto ao invés de um azeite extravirgem monovarietal?

Aí entra um outro ponto importantíssimo que deve ser considerado quando se pensa em marketing de relacionamento: hábito de consumo. Por mais que o produto A deixe mais branco que o B, se o B for um HÁBITO DE CONSUMO, conseguirá manter seu share por um bom tempo.

Quando falamos em hábito de consumo, lembro sempre do case dos barbeadores BIC que concorriam diretamente com a Gillette. A BIC, precisou passar por um processo chamado disruption para aumentar seu share.  Foi tudo muito simples, os barbeadores eram destinados ao público masculino e não conseguia penetração dentro das faixas etárias superiores já que havia um HÁBITO DE CONSUMO, passado de pai para filho sobre a utilização da linha Gillette. Mas também havia um outro fator super relevante: a angulação das lâminas da BIC era diferente das da Gillette e devido ao hábito de consumo, os prospects sempre se cortavam ao utilizar os produtos BIC. A solução encontrada foi focar a comunicação nos que estavam começando a se barbear: os garotos. Este case foi apresentado durante o 17° Fest´Up, pelo então, presidente da APP Ricardo Guimarães.

O hábito de consumo, tornou-se de carrasco do produto, à aliado da marca no futuro.  Sobretudo porque foi efetuado um trabalho para encantar estes novos consumidores, formando um relacionamento com eles e buscando criar um novo hábito.

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Ações em PDV

14 jul

Quando se fala em planejamento para ações em PDV, temos duas correntes opostas: aqueles que acreditam que qualquer ação é válida e os outros que prometem que o PDV só funciona dentro de uma ação promocional.

Na verdade, a primeira pergunta que devemos fazer para planejar uma ação em PDV é o quê realmente vai atender ao cliente?

Em alguns momentos, o cliente quer uma ação única e diferenciada, mas espera que na verdade, as vendas tenham crescimento imediato.  Ação em PDV vai além. Como tudo dentro da publicidade, precisa estar dentro de um contexto. Ações isoladas baseadas em preço ou produtos “xirincados” (estilo kit: leve 3, pague 2) aumentam o consumo por um determinado período de tempo – habitualmente o da promoção – mas nem sempre são a melhor solução para os clientes que atuam diretamente no varejo (como produtos alimentícios).

Uma ação em PDV tem que primar pelo encantamento. Mesmo que seja uma simples ação de ativação de compra, os promotores tem que ter pleno conhecimento do produto, para poderem indicar seus usos e facilidades. O uniforme tem que ser pertinente ao contexto e sobretudo, o display de exposição tem que ser atrativo.  Também é importante o comprometimento destes promotores, por isso eu sempre recomendo que para uma campanha mais longa em PDV os promotores sejam contratados pela empresa e recebam um variável por vendas. Não é um esquema dificil de ser montado.

Claro que como publicitários, esperam de nós soluções criativas, porém, pra quem já atuou dentro de agência, é natural saber que o prazo SEMPRE é curtissimo! E tantas vezes, não é possível a melhor criação. Quantas vezes já ouvi: não vamos deixar o ótimo inviabilizar o bom. Para mim a tradução disso é: a pressa passa e a merda fica.

Aliás, aqui segue um viral do documentário sobre propaganda que será lançado este ano no Brasil, onde vi essa citação sobre a pressa pela primeira vez.

Trator Filmes apresenta:  COMERCIAL

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Produção de Eventos

13 jul

Quando você planeja um evento, tem que contemplar todos os tempos e movimentos que ele terá. Desde a chegada das pessoas, um mapa prevendo a circulação, fornecedores, clientes, espaços, tempos de cada ação, enfim… detalhar cada passo do processo. E as deadlines, também, pois os prazos são fundamentais para a produção.

É um planejamento trabalhoso na primeira vez que você o desenvolve.  Porém, quanto maior a sua intimidade com este processo, mais fácil fica prever quais serão os imprevistos… e há sempre um imprevisto.

É da natureza deste trabalho. Por isso as categorias de profissionais devem ser respeitadas na hora do planejamento e execução/produção. Não adianta você querer que um assistente de produção tome decisões que só um produtor executivo/pleno consegue visualizar.

Infelizmente, muitas pessoas acreditam que um evento é um processo simples como convidar amigos para um jantar. Depois de um tempo passa a ser. Mas quando seu objetivo primordial é encantar os presentes, não há dúvidas, procure um profissional.

Quando iniciei minha carreira, fazendo festas, virou uma febre na cidade onde eu morava e quase todas as pessoas dos círculos de amizade secundários, animaram-se a seguir o mesmo caminho. Mesmo empresas concorrentes tentaram entrar no ‘nosso quintal’ e falharam por um motivo simples: parecia fácil, mas exigia conhecimento do mercado local e parcerias sólidas.

Este é um outro ponto importante: mesmo numa cidade como São Paulo, fornecedores parceiros e uma equipe comprometida são fundamentais. O preço é sempre um ponto delicado de qualquer ação.

Clientes  acham que poderia ser mais barato, fornecedores reclamam que a margem está muito baixa e o produtor, fica como um mediador de negociação.  Saber negociar a melhor margem para ambos é a função que torna o produtor tão importante.

E sim, precisamos de planilhas! Engana-se quem acredita que um evento é só o powerpoint bem montado com lindas imagens e frases de impacto. Montar a apresentação sem o apoio da planilha de custos só traz uma coisa: frustração do cliente.

É através da planilha que temos como medir o ROI, as margens conquistadas e calcular o lucro. E sim! Tudo isto é por causa do dinheiro. Como dizia minha professora de TGA (Teoria Geral da Administração) a única empresa que se preocupa com o lucro social é o governo. Todas as outras querem dinheiro.

Compartilho com vocês o som da montagem de uma exposição. As marteladas são a sinfonia perfeita para esta profissão que envolve dedicação e trabalho duro, todo o tempo.

O Som da Produção

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Olá!

12 jul

Quando eu comecei a usar internet, há quase dez anos atrás, minha maior ocupação por aqui foram as salas de bate-papo. Evolução natural – acredito eu – migrei para as listas de discussão sobre assuntos do meu interesse e posteriormente para as redes sociais.

Com a experiência de usuária percebi que da mesma forma que eu comprava ideias e conceitos, também compraria produtos. Foi então, que na primeira oportunidade, utilizei uma das redes profissionalmente, para divulgar um evento de azeite, inédito no país até então.

Foi através dela que encontrei palestrantes para o ExpoAzeite. Também foi por lá, que criei e expandi a lista de pessoas que voluntariamente divulgaram o evento.  Era a mídia perfeita: você poderia encontrar qualquer nicho de mercado já devidamente catalogado e ‘ativo’.

Claro que falando assim, parece a coisa mais simples do mundo, não é. É sim, um trabalho de formiguinha: você precisa estabelecer contato com as pessoas, elas precisam confiar no que você está fazendo e, esperar que elas espontaneamente, se juntem à sua causa. O resultado foi muito bom. Em apenas dois meses de ação, conseguimos a presença de mais de 350 pessoas, vindas diretamente dos contatos pela internet (isso incluia as listas de discussão, as redes sociais, as indicações, recados personzalidos, parcerias em sites, enfim…).

Atualmente, muito se tem falado de mídias sociais e como utiliza-las corretamente. Como podemos medir o trabalho desenvolvido? Isso é super importante para corrigir as rotas, aproveitar ondas e criar RELACIONAMENTO!

E eis aí a grande questão: nós publicitários sempre nos lamentamos muito por causa das interferências que os meios de comunicação para chegar até os prospects causavam distorção. Esta é a nossa chance de nos comunicarmos diretamente com eles. E fica mais fácil, porque nós também utilizamos estas ferramentas.

Sem soluções mágicas, resolvi abrir este espaço para podermos compartilhar experiências, dúvidas e quem sabe, encontrarmos soluções para os pequenos percalços deste bravo novo mundo.

Bem vindos!

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