Quando você desenvolve um freela de produção executiva, vários fatores devem ser levados em conta. Primeiro, a sua capacidade de adaptação. Cada agência e/ou cliente, tem um padrão de burocracia interna, procedimentos e rituais que devem ser seguidos. Se a sua intenção é ficar na agência após o término do freela, é importante conhecer o terreno. Saber quem influencia nesta decisão e se aproximar desta pessoa, para que ela possa atestar seu trabalho é um ponto importante.
Adaptar-se a estes processos internos é tão importante quanto a correta gerência do job que está em sua mão. Lembrar dos detalhes da operacionalização, pedir ajuda, manter as planilhas atualizadas e não ficar com nada só na cabeça [ou agenda]. Coloque tudo para andar. Saiu de uma reunião e várias coisas foram decididas – não se preocupe com o grau de importância disto [o diabo mora nos detalhes!], – agilize tudo que puder, e só depois, cuide do “cotidiano” do job. Aquelas coisas que temos que fazer diariamente em qualquer job [gerenciar fornecedores].
Quanto menor a quantidade de fornecedores que um job tem, maior deve ser a sua preocupação em que todos estejam entregando corretamente, seu nivel de conferência dos materiais deve ser próximo da chatice implicante. Você não pode ser legal quando tem prazo pra entregar e deixar passar pequenas falhas. Elas falarão muito mais pelo seu trabalho do que todos os seus acertos. Infelizmente.
No universo da árdua tarefa de gerenciar verba e raciocínio alheios, é preponderante deixar portas abertas. Nunca se sabe quando uma nova oportunidade aparecerá e eventualmente, ela pode ser para uma vaga fixa.
Contudo, devemos lembrar que eventualmente, freelas são chamados pra apagar incêndios-monstro. Daqueles em que na verdade, a agência só quer alguém em quem por a culpa e onde os envolvidos fazem um “oba” com o projeto. Nestes casos é importantissimo você se proteger, por si mesmo. Para olhar para trás e ter certeza de que fez o melhor que podia. Registre tudo em e-mails, pautas, peça aprovações, oks, concordos e aceites. Nem sempre um esforço herculeo garante um bom resultado, mas pode ter certeza, há um resultado sempre.
Um bom produtor é organizado e não se apavora. Apavorar-se nesta profissão é sinônimo de problemas estomacais. Gastrite, azia, hérnia de hiato, tudo no pacote. Também não adianta assumir a postura de “fico puto” com os vai-e-vems do atendimento ou do seu superior imediato. Mudar de idéia sobre as coisas é parte do jogo. O que não vale é querer mudar todas as regras na véspera da entrega.
Lembre-se sempre que não é só a agência que avalia seu trabalho. Você também avalia a agência. As pessoas a seu redor [fixas] são felizes? Ficam todo dia até às 22h? Reclamam da falta de profissionalismo dos atendimentos? Você concorda com as reclamações? Ás vezes, o dinheiro é bom, mas não paga a paz de espirito. É da natureza humana encontrar um culpado ao invés de todos dividirem a culpa. Já atuei em agências onde apesar da união entre o time de produção, os superiores diretos só buscavam cabeças e o clima era terrível.
Resumindo, ficam as dicas da experiência:
- registre tudo, sempre.
- concentre-se no seu trabalho.
- seja um “bom vizinho”.
- tente captar a complexidade dos processos internos.
- atue como se fosse contratado, tenha comprometimento.
- peça ajuda.
- assuma seus erros.
- foque nas suas metas pessoais para o job [rentabilidade, ganho profissional, bom atendimento, são exemplos, mas cada um elege suas próprias prioridades.].
- sempre estabeleça prazo com folga para entregas.
- sempre, faça um contrato com uma folga para entrega do pós-evento.
E se não estiver feliz, continue sendo profissional e pense que ao final do job, você pode ir curtir com a grana que ganhar enquanto prepara-se para o próximo desafio.
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